Desabafos de uma ex-noiva: THE BEGINNING

Hellou!!!

Já faz um tempo que estou falando aqui sobre como seria meu casamento, agora como foi…
Enfim, hoje decidi dar uma palhinha de como foi a nossa história.

E para não dizer que estou puxando sardinha pro meu lado, ficam aqui nossas versões que escrevemos quando começamos a ter reuniões com o nosso celebrante do casamento.

 

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HISTÓRIA VERSÃO ALINE:

 

Nós nos conhecemos quando eu tinha 15 anos e Marcelo, 16. Estudávamos no mesmo colégio, mas em séries diferentes. Meu grupo de amigas já falava (havia umas amigas da mesma sala dele) de um tal de MHC3 (apelido que ele usava na internet) no qual eu não conhecia. Um dia, pelo colégio, ele foi apontado e fiquei sabendo quem era aquela pessoa que diziam ser super legal. Mas não dei bola.

Depois passamos a nos cumprimentar e ficar no ‘oi-oi’ ‘e ae-e ae’. E pela internet, santa invenção, viramos amigos virtuais. Marcelo tinha fama de ser mega engraçado e ter um bloquinho de piadas que fazia sucesso. Confesso que no início não achei a mínima graça e não me rendi. Mas, logo depois de umas semanas, ficava ansiosa para ele estar online. Mal nos víamos pessoalmente, raras as vezes nos esbarrávamos pelo colégio, ou na sorveteria john’s/bakanas. E quando nos víamos não era nada de mais.

E foi pelo falecido MSN que começou a história ‘tenho um segredo para te contar’. Quem me conhece sabe que odeio segredos e sou um pouco (hahaha…) curiosa. Não me recordo se foi no mesmo dia ou um dia depois, mas insisti tanto para ele contar que ele acabou falando: “que me ‘paquerava’ e que ‘gostava’ de mim”. (Juro que até o momento não passava pela minha cabeça algo do tipo). E ele soltou a ”BOMBA” e ficou off.

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Nos encontramos sem querer, e ele pediu novamente para ‘ficar’ comigo. Eu fiquei de pensar (hahaha). Na nossa época, férias significava cinemas nas quartas. Todos iam. E ficamos de nos encontrar lá. Fui com minhas amigas e ele com uns amigos. Chegando lá, nossos amigos sumiram e ficamos um bom tempo tímidos um com o outro. Foi nesse dia que demos nosso primeiro beijo. Achei que não ia passar disso, mas Marcelo se mostrou um pessoa bem atenciosa e interessada.

Nos encontramos mais algumas vezes, sempre conversávamos, os apelidinhos começaram a surgir. E uma semana depois, começaram as aulas. E nessa mesma semana, na esquina da minha casa, ele me pediu em namoro. Começamos a namorar no dia 07/02/2006.

 

Marcelo estava no 3º ano e eu no 2º. Nos víamos todos os dias, e nos finais de semana também. Tentávamos estudar juntos, mas nem sempre era uma boa ideia. Éramos adolescentes, irresponsáveis e muito divertidos. Sim, éramos brigões. Mas éramos daqueles que brigavam e logo voltavam rindo. Acabando o colégio, nós acabamos. Passamos 6 meses separados. Apesar de termos tentados seguir nossas vidas, nunca conseguimos nos afastar 100%.

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Voltamos imaturos e com os mesmos defeitos que originaram o primeiro término. Acabamos, ficamos 3 meses ”afastados”. Mais amadurecidos, porém, tentando focar em estudos, trabalho e futuros, ficamos instáveis e acabamos novamente. Depois de 3 “temporadas”, ficamos 1 mês afastados e no Festival de Inverno de Garanhuns nos esbarramos. No friozinho de lá, nos abraçamos e sabíamos que sempre íamos ser um do outro, como sempre foi. (Isso foi no ano de 2011, no mês de Julho que acontece o festival).

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Nesse tempo, fazíamos planos, mas não muito grandes. Estudávamos e trabalhávamos/estagiávamos. Aproveitamos nossa “adolescência”. Tinha dias que eram ótimos, outros ruins e também tinham os excelentes e os “infernais”. Tá! Confesso, não sou uma pessoa fácil. E sim, sou daquelas cheias de expectativas.

 

No ano de 2014, Marcelo tinha acabado de se formar em Jornalismo e eu terminava meu curso de Marketing. Marcelo tinha começado a trabalhar e eu estava estagiando.

 

Ano de Copa, que seria mais especial porque o Brasil sediaria os jogos. E o primeiro jogo do Brasil caiu bem no dia dos namorados (12 de junho). Assistimos ao jogo com nossas amigas (e agora madrinhas). O Brasil ganhou e à noite fomos jantar despretensiosamente, porque estávamos cansados do jogo e ainda bem cheios dos comes e bebes da festa. Marcelo insistia para irmos em um lugar legal. Eu dizia os bares que nós sempre íamos e ele não queria. Acabamos no Villa Bistrô. Estava chovendo mas ainda queríamos nos divertir. Nem lembro o que conversávamos e nem como começou. Mas de repente veio aquele discurso de derreter (que só Marcelo sabe fazer, aqueles bem cafonas mesmo! <3 hahaha…) e a caixinha, a tão esperada caixinha. Mais uma vez me surpreendendo. Por mais que eu já quisesse, não esperava que fosse naquele momento. Foi intimista, foi singelo, mas foi marcante. Ficamos feito dois bobos a noite toda!

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Um mês depois, voltamos ao mesmo restaurante para comemorar com nossas famílias e dar início aos preparativos de uma nova fase. Nossa história não é/foi um conto de fadas, é/foi uma novela mexicana, mas tenho certeza que amadurecemos juntos, que vivemos dores e sorrisos e mesmo com um tempinho de relacionamento, sei que temos ainda muito o que viver juntos: com amor, cumplicidade, respeito e rindo, um com outro e um do outro (como sempre foi…)

 

 

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HISTÓRIA VERSÃO MARCELO:

 

Há pouco mais de 10 anos, eu era um adolescente novato que estava se aventurando em uma escola maior das que eu tinha estudado. Conhecia poucas pessoas, a maioria de “oi”. No Colégio, entrei em uma turma que não queria muito (a maioria dos meus “conhecidos” estudavam na C e não na B). Mas o destino disse que não. Ainda bem que eu fui parar na turma B.

Nela conheci mais gente. A internet estava se “popularizando” e me ajudou muito nesse processo de inserção. Me aproximei (sem interesse) de umas meninas que conheciam uma tal de Aline (que eu nem sabia o nome ainda). Ela era linda, de riso fácil e estilosa. Eu a via apenas como um espectador, que olhava de longe. Por ser amigo das amigas dela, consegui me aproximar. Foi uma aproximação tímida, mas ser notado para mim já valia. O problema é que eu não fui.

Nós morávamos perto, íamos andando para o colégio, saíamos quase no mesmo horário, no intervalo falava com as amigas dela na frente dela… e, ainda assim, eu era só mais um. Achava que nunca ia rolar, mas continuava tentando – sou brasileiro, né? Desisto nunca! Quase no final do ano, antes do show de uns amigos, fui entregar um flyer (panfleto) para ela e uma amiga em comum, chamando para essa apresentação. Elas não podiam ir, mas riram do nome de uma das bandas que ia tocar, que se chamava Gastrite. Touché! Foi aí que tivemos nossa primeira conversa pessoalmente que foi além de um “oi” ou “e, ai, beleza?”.

Começamos a falar mais. A internet aproximou. Descobri que ela era ainda mais linda. Me apaixonei mais e mais. Criei um segredo, que era mais uma desculpa do que qualquer outra coisa. Queria uma chance de ficar a sós e dizer que estava afim dela. Deu certo. Contei o segredo e deixei de ser “apenas mais um”. Nos encontramos no shopping, ficamos e a aproximação foi aumentando.

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Lembra que a gente morava perto, ia andando para o colégio, etc…? Pronto! Agora, fazíamos isso juntos. Tivemos altos e baixos e acabamos três vezes. Tentamos seguir nossas vidas, mas nossas vidas são juntas. Custamos a entender. O destino precisou pregar algumas peças para nos juntar. Um encontro repentino no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) reacendeu toda a chama que tentávamos apagar. Deu frio na barriga, não sabia o que falar, fazer… Parecia o primeiro encontro. Arrisco dizer que foi ainda mais embaraçoso. Mas, ali, percebi que o nosso amor era maior do que tudo.

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Evoluímos juntos. Acabei a faculdade e arranjei um emprego. Ela, estagiava ainda. Começamos a nos ‘estruturar’ e pensei que seria um bom momento para pedir a mão dela em casamento.

 

A ideia de viver ao lado de Aline sempre me animou e me motivou em tudo (trabalho, estudos, etc…) Juntei algumas economias e comprei um anel. Tentei esperar o melhor momento. O dia dos namorados seria perfeito, se antes não tivesse tido o jogo do Brasil. Durante toda tarde comemos e vibramos muito (na ocasião, a seleção venceu). Idealizei um jantar romântico, que deu quase certo, exceto pelo fato de não termos jantado. Mas estávamos tão feliz, juntos, que ocorreu tudo bem (lê-se: Ela aceitou! Hahahaha..). Lamento não ter me ajoelhado. Sei que ela queria, mas na hora fiquei meio tímido.

 

A partir dali nossa vida mudou ainda mais. Ficamos mais próximos, mais unidos, mais conectados um com o outro. Passamos a planejar mais e sonhar acordado. Ao longo desses 10 anos, crescemos juntos, amadurecemos juntos, aprendemos juntos e passamos a nos respeitar mais. Após tanto tempo, olhamos para o passado e rimos. Rimos do início, da paquera, dos beijos escondidos e das brigas. Rimos de alívio, por estarmos juntos, compartilhando as risadas mais gostosas e sinceras, os abraços mais quentes e o afago mais consolador.

 

 

 

~HAHAHAHA~

Fiquem ligados que próxima semana ainda tem mais emoções!

 

Beijos Romantxiiiicos ♥

 

 

Aline Izidio, 25 anos. Bipolaridade de humor.Formada em Marketing. Ama gatos, viciada em livros e Jane Austen.

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